O Natal em famílias separadas

 

O Natal é tradicionalmente a festa da família, pelo que é a altura do ano em que as crianças mais sentem a separação dos pais. A magia do Natal deve estar sempre presente e os pais devem fazer um esforço redobrado para que seja mesmo assim.

Essa tarefa nem sempre é fácil, mas foi precisamente a pensar nisso que decidi estruturar alguns pontos de reflexão, que explico a seguir:

  1. Evite compensar

É praticamente inevitável que numa separação exista a tendência para cada um dos pais tentar compensar a ausência oferecendo presentes a mais. No Natal essa realidade é ainda mais evidente e pensamentos do género «só espero que o meu presente seja o que ele vai gostar mais» surgem de forma quase permanente. É importante tentar contrariar a tendência, pois o Natal e as necessidades das crianças estão muito além de qualquer bem material.

  1. Evite comentários negativos

Salvo algumas excepções, sempre que há uma separação há marcas que perduram e é frequente o pai ou a mãe fazerem comentários pouco adequados um sobre o outro em frente aos filhos. Em qualquer altura, essa é uma prática errada e evitável, mas no Natal tem mesmo que se fazer um esforço para que isso não aconteça, de modo a evitar destruir o espírito natalício de união e felicidade a que as crianças têm direito.

  1. Estimule o contacto do seu filhou com o outro progenitor

Não é fácil, mas no Natal deve-se mesmo tentar que as crianças tenham contacto com todos os elementos da família. Acredite que isso só vai fortalecer a relação com o seu filho/a!

  1. Fique sempre feliz com a felicidade do seu filho

Os momentos de felicidade que o seu filho tem com o outro progenitor devem alegrá-lo(a) genuinamente. Este é, talvez, o aspecto mais difícil de cumprir, mas é capaz de ser o mais importante. Todos os filhos conhecem muito bem os pais e aquilo que mais desejam é fazê-los felizes. No entanto, se perceberem que a felicidade deles “esbarra” na dos pais, isso deixa-os perturbados e sem saber muito bem o que fazer. Pode parecer demagogia, mas aqui tem mesmo que utilizar o conceito que diz «Se tu estás feliz, eu também estou feliz!». Só assim todos aproveitam da melhor maneira…

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