O que é que queres ser quando fores grande?

O que é que queres ser quando fores grande?


Apesar de fazermos, com frequência, a pergunta “O que queres ser quando fores grande” só consideramos que estas preocupações serão importantes lá para os treze ou catorze anos. Quando os adolescentes tiverem de escolher uma área no secundário e, mesmo aí, ainda pensamos que há três anos para que se tome a decisão para a vida. 
E, com frequência, achamos que os adolescentes estão perdidos quando não sabem a sua vocação (será que existe?), mas eles não estão. Podem estar confusos, com pressa, com medo de errar, com medo de não agradar e podem, ainda, não se conhecerem bem. Estar perdido é estar sem esperança, com poucas hipóteses de ser resgatado. Estar confuso, apela à ajuda e apela à compreensão.

 

A escolha de uma profissão tem as suas raízes nas primeiras vivências na infância, ao longo da vida e das ligações que fomos fazendo entre escola e futuro, escola e Ser, escola e oportunidades.
Urge, assim, perguntar:
La atrás, como foram vividas as profissões dos pais?
Como se sentia na escola?
Qual a sua relação com a aprendizagem?
O que é que sempre o ligou à vida?
O que é que fazia quando não tinha nada para fazer?
Quais são os seus sonhos?

 

A história da nossa vida influencia, sempre, para bom e para o mau, as nossas escolhas (pessoais e) profissionais.
Porque queremos ser parecidos, porque não queremos ser iguais, porque não sabemos se queremos ser parecidos, porque não sabemos se podemos ou conseguimos ser parecidos. Porque queremos superar. Porque temos medo de superar. Porque. Porque. Porque.
Pensar uma profissão, leva-nos, necessariamente, a pensar e a revisitar a nossa história.
Temos, também, de nos conhecer e de reconhecer três pilares fundamentais: os nossos interesses, os nossos valores e as nossas competências. E temos de explorar profissões e profissionais.
Escolher uma profissão implica um processo de auto-conhecimento que quando chegado ao estado confuso precisará dos Pais, da Escola e de um Profissional.

Por Maria Andresen, Psicóloga Clínica

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