CORONAVÍRUS – o que necessita de saber


O coronavírus tem sido tema de notícias nas últimas semanas, fruto da infecção maciça que provocou nalgumas zonas da China.

Trata-se de um vírus que pode afectar diversas espécies animais, desde peixes a humanos, pelo que é muito fácil a sua propagação. Relativamente a esta estirpe de coronavírus em particular, ela apresenta a capacidade de se transmitir de pessoa a pessoa, o que condiciona um risco maior de contágio.

Segundo a Direcção-Geral da Saúde, as formas de adquirir a infecção são as seguintes:

  • gotículas respiratórias
  • contacto directo com secreções infetadas
  • aerossóis em procedimentos terapêuticos que os produzem

Habitualmente causa quadros respiratórios leves, caracterizados por febre e tosse, mas nos casos mais graves pode originar pneumonia e dificuldade respiratória significativa. De um modo geral, as pessoas com esses quadros são as que pertencem a faixas etárias mais velhas e com outro tipo de doenças de base.

Como se pode perceber estes sintomas são muito pouco específicos, pelo que, apesar de ser uma situação com um potencial de disseminação muito grande, não deve haver alarmismos, que muitas vezes perturbam mais do que ajudam. Assim, convém esclarecer que para se considerar um caso suspeito têm que existir sintomas compatíveis e também um contacto provável com este vírus, que pode ser definido como:

  • história de viagem a, ou residência em Wuhan, na Província de Hubei, China, nos 14 dias antes do início dos sintomas
  • profissional de saúde que tenha trabalhado em ambientes onde tenham sido reportados casos de infeção por coronavírus
  • contacto próximo com caso confirmado ou provável de infeção por coronavírus

De momento, a quase totalidade dos casos está confinada à China, mas com a mobilidade constante de pessoas têm surgido casos também noutros países. Para já são apenas esporádicos (e não há nenhum confirmado em Portugal), mas é um cenário que necessita de acompanhamento permanente pelas entidades competentes, de forma a tentar perceber qual a melhor forma de manter a situação estável do ponto de vista de transmissão do vírus.

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