Como se desenvolve a visão do bebé?
É muito frequente as mães e os pais perguntarem se o seu filh@ vê bem ou então “quanto” vê e, apesar de não ser possível comprovar de forma exata a visão de um bebé, boa alguns marcos do desenvolvimento visual que são importantes de conhecer.
Visão do recém-nascido
A visão é um dos sentidos menos maduros à nascença e vai-se desenvolvendo com a experiência, isto é, com tudo aquilo que o bebé vai vendo. Ao nascer, vê melhor a 20-30 cm, que é precisamente a distância a que costuma estar do rosto de quem o tem ao colo, e distingue sobretudo contrastes fortes. Um ligeiro desvio ocasional dos olhos é frequente nesta fase.
Visão do bebé aos 1-2 meses
Entre o primeiro e o segundo mês, o bebé passa a fixar a face dos pais e começa a seguir objetos e pessoas na horizontal e por distâncias curtas. É também nesta altura que surge o sorriso social, em resposta ao contacto visual.
Visão do bebé aos 3-4 meses
Aos 3-4 meses, já segue objetos em arco, descobre as próprias mãos e passa horas a brincar com elas. A perceção das cores melhora e começa a visão binocular, que é a base da noção de profundidade.
Visão do bebé aos 6 meses
Por volta dos 6 meses, a visão ao longe e ao perto está muito melhor e há uma boa coordenação entre os olhos e as mãos: agarra o que vê e leva tudo à boca!
Visão do bebé dos 9 aos 12 meses
Dos 9 aos 12 meses, acompanha os objetos que caem, reconhece pessoas à distância e aponta para o que lhe interessa. A perceção da profundidade permite gatinhar e explorar com mais segurança.
Visão dos 12 aos 24 meses
Entre os 12 e os 24 meses, a visão aproxima-se cada vez mais da do adulto, e as crianças começam a reconhecer imagens nos livros e a encaixar formas.
Mas quando é que se deve ficar preocupado?
A partir dos 4 meses, os olhos devem estar alinhados. No entanto, se o desvio for constante, ou se persistir depois desta idade, deve ser feita uma avaliação médica.
O mesmo se aplica se notarem um reflexo branco ou esbranquiçado na pupila (nas fotografias com flash, por exemplo), movimentos oscilantes ou tremor dos olhos, olhos de tamanhos diferentes, lacrimejo persistente, sensibilidade marcada à luz ou uma inclinação persistente da cabeça ao olhar para as coisas. Também não se deve ignorar a ausência de fixação ou de seguimento visual aos 3 meses.
É fundamental ter presente que a miopia e outras alterações visuais pode passar despercebida nos primeiros anos de vida, pelo que as famílias devem estar atentas a qualquer sinal precoce que possa surgir, por mais subtil que seja.
E o que podem fazer?
Cumprir as consultas de vigilância de saúde infantil, onde a visão é sempre avaliada, tal como o teste do reflexo vermelho logo no recém-nascido. Para além disso, falar, sorrir e mostrar livros e brinquedos com muito contraste ajuda ao desenvolvimento visual.
Posto isto, o mais importante: perante qualquer dúvida, vale sempre a pena avaliar cedo, porque os problemas visuais tratados a tempo têm um prognóstico muito melhor. Podem descansar, mas não esperem para ver…











